Tanenbaum diz que computadores deveriam funcionar sem parar

A briga entre o criador do Minix Andrew S. Tanenbaum e Linus Torvalds é lendária.

Prof. Andrew S. Tanenbaum (Fonte: Linux Maganize)

Prof. Andrew S. Tanenbaum

Antes do Linux havia o Minix. Torvalds criou sua primeira versão do Linux em 1991 inspirado no sistema do professor Tanenbaum. Agora Tanenbaum escreveu um editorial para a Linux Magazine, sua opinião não mudou ao longo dos anos: o Linux (e o Windows) “não são confiáveis”.

Tanenbaum considera que a solução para os travamentos e indisponibilidade dos computadores é retirar código do kernel, no qual o dano pode ser máximo, e colocá-lo em processos no espaço do usuário, onde os bugs não conseguem causar falhas de sistema.

Ele fala do Minix3 que tem aproximadamente 5.000 linhas de código no kernel, acredita que sistemas baseados em microkernels podem levar a sistemas mais disponíveis, mas reconhece que essa abordagem apresenta a desvantagem de redução de desempenho.

Leitura interessante, veja o artigo completo no site da Linux Magazine:

http://linuxmagazine.uol.com.br/materia/tanenbaum_por_que_os_computadores_nao_funcionam_sem_parar

Cezar Taurion fala sobre Software Livre na Aeronáutica

Cezar Taurion, da IBM Brasil, fala sobre a sua participação no I Forum de Software Livre da Aeronáutica e destaca a sinergia entre cloud computing e Open Source:

http://www.ibm.com/developerworks/blogs/page/ctaurion?entry=software_livre_na_aeron%C3%A1utica

Localizando arquivos ocultos (iniciados por ponto)

No Linux, para listar apenas os arquivos de configuração do diretório atual podemos utilizar o comando find.

O comando a seguir exibe (de forma não recursiva) qualquer arquivo regular iniciado por ponto:

find . -maxdepth 1 -type f -name '.*'

Caso queira mostrar os arquivos ocultos mais os diretórios ocultos:

ls -d .*

Documentação da Infra-estrutura de Rede

A tarefa de documentar a infra-estrutura de rede é encarada muitas vezes como uma atividade burocrática e tediosa. Entretanto, a documentação é uma boa prática e contribui para melhorar o gerenciamento da rede e para que os profissionais sejam mais produtivos.

O ideal seria que a documentação fosse elaborada e atualizada automaticamente por alguma ferramenta. Caso isto não seja possível, inicie com uma documentação básica e vá incrementando até atender as suas necessidades.

No meu trabalho iniciei a documentação utilizando Openoffice e o software Dia para criar os diagramas (caso você conheça um Software Livre mais apropriado para desenho dos diagramas de topologia, favor compartilhe nos comentários).

Com o crescimento da rede o modelo de documentação inicial mostrou-se inviável. Procurei ferramentas mais adequadas e optei por implantar um wiki como respositório de documentação da rede e defini que cada membro da equipe DEVE registrar todas as alterações realizadas. Um wiki facilita a tarefa de realizar uma modificação e torná-la imediatamente disponível para toda a equipe.

Existem inúmeras ferramentas de wiki… Optei por utilizar o Trac, que possui um wiki básico integrado, recursos como controle de mudanças em projetos de desenvolvimento de software e também funciona como um brower do repositório Subversion.

O que documentar?
Não é simples elaborar e, principalmente, manter atualizada a documentação da rede. Os itens que compõe a documentação variam muito de acordo com a complexidade do ambiente de  rede e da metodologia de trabalho adotada.

A seguir sugestão de um modelo de documentação de rede contendo uma lista mínima de itens que, em minha opinião, deveriam constar em uma boa documentação de rede:

DOCUMENTAÇÃO DA INFRA-ESTRUTURA DE TI

Topologia de rede

  • Diagrama da topologia lógica
  • Diagrama de Vlans
  • Diagramas da topologia física
  • Estrutura da árvore LDAP (ou Active Directory, ser for o caso)
  • Topologia do Storage
  • Layout do datacenter e dos racks.

Ativos de rede

  • Roteadores (nome, IP, marca, modelo, localização)
  • Switches (nome, IP, marca, modelo, localização)
  • Firewalls (nome, IP, marca, modelo, localização)
  • Centrais telefônicas

Endereçamento IP e roteamento

  • Mapa de endereços IPs (Ex: classe C com IPs válidos da empresa)
  • Subredes utilizadas (endereço de rede, máscara, default gateway)
  • Esquema de roteamento

Internet

  • Qual o provedor do seu link Internet
  • Tecnologia utilizada (MPLS, Frame Relay)
  • Número de circuito, telefone de suporte, SLA
  • Lista dos domínios que sua empresa registrou e qual a data de expiração
  • Servidores DNS e registros DNS existentes (A, Mx, etc)

Documentação dos servidores

  • Nome do servidor, IP, Finalidade, SO instalado
  • Informações de hardware do servidor (processador, memória, disco, partições)
  • Serviços instalados
  • Documentação da instalação

Políticas e procedimentos

  • Política de Segurança
  • Checklist de instalação de servidores
  • Padrões para criação de contas de usuários e grupos
  • Padrões de nomenclatura para equipamentos de rede e servidores

Lista dos serviços críticos

Softwares adquiridos

  • Número de licenças, versões
  • Modalidade de licenciamento

Hardware adquirido

  • Marca, modelo, especificações
  • Data de aquisição
  • Detalhes de garantia

Imagens de instalação dos PCs (Ex: local onde baixar as imagens criadas com G4L)

Scripts base de configuração dos switches

Telefones de contato

  • 0800 do fornecedor do link Internet
  • Telefones dos prestadores de serviços e fornecedores
  • Telefones para acionar a garantia de equipamentos

Além do wiki, agregamos informações da infra nos softwares de monitoramento Nagios e Cacti. No Nagios, todos os servidores são monitorados e para cada servidor foi adicionado link apontando para a sua respectiva página de documentação no wiki.

Não esqueça de definir uma Política de Atualização da documentação para que esta não se torne desatualizada e inútil. Liste quem são os responsáveis pela atualização, periodicidade mínima de revisão e padrões que devem ser utilizados.

Em caso de falhas em serviços críticos, as informações de configuração contidas no repositório podem ajudar a minimizar o tempo de recuperação destes serviços.

Conscientize sua equipe sobre a importância da documentação e com o passar do tempo o wiki da rede se tornará um verdadeiro repositório de informações sobre o ambiente de TI.

Caso algum profissional deixe a empresa o conhecimento acumulado estará registrado nessa base de conhecimento e a tarefa de treinar um novo profissional será bem mais fácil, economizando tempo e dinheiro.

E você? utiliza quais ferramentas e metodologias para manter a documentação da sua rede?

Sua sugestão é bem vinda!

UPDATE: Publiquei um novo artigo onde disponibilizo para download um modelo de documentação de Infra de Rede.

Ubuntu popstar

Meu nome é Ubuntu, meu sobrenome é Linux. Muitos me amam, muitos me odeiam… mas ouçam: eu sou pop, sou popstar 😉

Por que o Ubuntu é tão popular? Quais os motivos?

A seguir compilei uma lista de fatores que podem ter contribuído para torná-lo este fenômeno de sucesso:

  1. Facilitar a vida das pessoas. É fato que a maioria dos seres humanos apenas desejam utilizar seus computadores e esperam que eles simplesmente funcionem sem grande esforço. Ubuntu foca na facilidade de uso, os usuários amam.
  2. Ser filho do bom e velho Debian GNU/Linux e ter nos seus genes o APT.
  3. Distribuir CDs de graça via Shipit.
  4. Sua distro tem 5 CDs de instalação? Hummn… Que tal apenas um CD contendo um seleto grupo de pacotes que atenda as necessidades da maioria dos usuários?
  5. Instalador amigável.
  6. No marketing, fazendo algumas combinações inteligentes pode-se alcançar resultados interessantes. Escolha um nome que soa estranho, desconhecido, misterioso… crie um tema cocô marrom que vai na contramão do blue/green/gray dominantes; adicione um website simples e funcional; adicione um rosto, um garoto propaganda porta-voz: Mark Shuttleworth – um cara rico, descolado, astronauta…
  7. Os investimentos da Canonical e seu foco em promover a ampla adoção do Ubuntu.
  8. Bons desenvolvedores (sim, muitos são pagos, recebem os seus caraminguás da Canonical)
  9. Comunidade: organizada, numerosa, ativa, apaixonada.
  10. Boa detecção de hardware.
  11. Enorme quantidade de pacotes nos repositórios.
  12. Quantidade de idiomas suportados e qualidade das traduções. Obrigado voluntários!
  13. O Launchpad. (o Mark afirmou que o código fonte do Launchpad será liberado no final de 2009)
  14. Tem “Adicionar/Remover programas”.
  15. Posso instalar o Ubuntu dentro do meu Windows?
  16. Pré-instalado em PCs (Dell).
  17. O processo para se tornar contribuidor/desenvolvedor é mais “soft” do que o de outras distros.
  18. Releases em datas pré-definidas (e os prazos normalmente são respeitados). Um release a cada 06 meses, que loucura.
  19. Entregar versões atualizadas dos melhores aplicativos livres.
  20. Abundante documentação, fóruns, tutoriais, dicas.
  21. A plataforma tem suporte profissional da Canonical (18 meses para os releases normais e 36 meses para LTS).
  22. Busca do equilíbrio entre ideologias versus o foco prático e objetivo de prover facilidades para o usuário (vide polêmicas nas decisões de inclusão de drivers não livres na distro e o jogo de cintura do Mark para tratar as brigas entre defensores do Gnome e KDE).
  23. Tornou-se sinônimo de maturidade do Linux no desktop.
  24. Blogueiros como eu e você falando sobre… Ubuntu.
  25. Crie excitação. Hype… faça as pessoas aguardarem ansiosamente a próxima versão que trará um estonteante novo tema, que dará boot em 7,59 segundos, que resolverá todos os seus problemas… falando nisso, quando posso instalar a próxima versão alpha do Jaunty?  😉

E você? por quê usa Ubuntu? Por que não Fedora, OpenSuse, Debian, Mandriva, Slackware?

Palestra do criador do WordPress no Latinoware 2008

Assisti no Latinoware 2008 a palestra “High Performance WordPress” ministrada pelo Matt Mullenweg.

Matt Mullenweg (fonte: site Latinoware)

Matt (foto: site Latinoware)

Inicialmente apresentou números impressionantes do wordpress.com (usuáros, page views, uso de banda).

Resumo dos tópicos que ele citou relativos à construção de uma infra-estrutura WP de alta performance:

  • Ativar WP cache;
  • Para suportar crescimento usar um cache de arquivos estáticos e imagens. Considerações sobre performance:
  1. Bom: utilizar servidor web Nginx;
  2. OK: utilizar Amazon S3;
  3. Melhor ainda: utilizar CDN (Content Delivery Network) – Panther.
  • Caso seu servidor não esteja mais suportando a carga do blog utilize 02 máquinas distintas e separe o servidor web do servidor de banco de dados;
  • Para melhorar ainda mais a performance: coloque mais máquinas adicionando múltiplos servidores web + Nginx.
  • Se ainda assim não suportar, amplie a solução adicionando múltiplos servidores de banco de dados + HyperDB;
  • Use mencache. Também falou de Batcache: dynamic output cache.

Matt fez a seguinte pergunta: – E para o seu blog? e respondeu-a com dicas para melhorar a performance:

  1. Atualizar o WordPress para a última versão pois foram implementadas inúmeras melhorias no quesito performance;
  2. Ativar plugin WP Super Cache (melhor que o WP cache);
  3. Otimizar CSS, imagens e Javascript. Criticou blogs que chegam a ativar 10 widgets causando grande queda na performance;

Quando foi aberto espaço para discussão eu fiz ao Matt uma pergunta: – Como ele ganha dinheiro se o wordpress.com hospeda os blogs de graça e qual o modelo de negócios da Automattic?

Ele disse que o WP já existia antes da Automattic e quando a empresa foi criada ele se preocupou muito em não “estragar” a comunidade existente  (citou o caso do Mysql que focou muito na parte empresarial e perdeu muito o envolvimento com a comunidade). Disse que buscou um equilíbrio, capaz de suprir as necessidades da empresa e os interesses da comunidade e destacou que tudo que a Automattic faz é liberado sob a licença GPL. Hoje a Automattic tem cerca de 37 funcionários dedicados e a empresa é lucrativa.

Fórmulas usadas para rentabilizar o negócio:

  • Serviço de Vip Hosting: por cerca de 600 dólares mensais para hospedagem. Disse que no caso de um blog talvez não fosse lucrativo, mas a partir do momento que empresas como a CNN chegam a hospedar mais de 50 blogs usando o serviço gera uma receita significativa.
  • Upgrade premium: por cerca de 15 dólares é possível obter espaço extra para o blog e deixar o blog livre dos anúncios publicitários.
  • Publicidade: acordo de publicidade com Google e Apple. Salientou que procuram não poluir as páginas do serviço com publicidade, ainda é baixo o número de páginas que exibem anúncios.
  • Akismet é vendido para uso empresarial (é grátis para uso pessoal).

Questionado por um participante sobre o fato de pessoas estarem lucrando com o WP através do desenvolvendo plugins, temas e prestação de serviços, respondeu que “Luta pelo aperfeiçoamento da plataforma de conteúdo e pelo sucesso do negócio em todo o mundo. Desde que as pessoas disponibilizem o código fonte dos produtos que desenvolveram”.

Segundo ele, muitos aderem aos programas desenvovidos pela WordPress para entrar no mercado e salientou que isso é importante para democratizar o conhecimento tecnológico, podendo inclusive gerar emprego e renda com boas perspectivas para muita gente (como os estudantes presentes na palestra). Na opinião de Matt, estas iniciativas são válidas.

Matt falou sobre a nova versão do WordPress, inclusive mostrou um screenshot da nova versão 2.7 e disse que provavelmente será lançada a partir do dia 10 de novembro. Dentre as novidades:

  • Novo layout mais limpo, com menus à esquerda;
  • Blogueiro pode responder os comentários diretamente do WP não precisando mais responder através do blog;
  • Falou sobre tornar o WP “invisível”, como se fosse em background, a idéia e deixar a plataforma tão amigável e otimizá-la de forma que a pessoa nem saiba que está usando o WordPress mas que apenas se preocupe com o seu blog, com o seu conteúdo. Sábio pensamento este…

Foi uma excelente palestra onde ele demonstrou paixão e dedicação pelo WordPress e pelo Software Livre.

10 anos de Software Livre

Dizem que recordar é viver…

Em 2008 completou 10 anos desde que comecei a utilizar Linux. Farei um relato de minhas experiências com o Software Livre.

Era 1998, mudança para Foz do Iguaçu-PR, calouro do curso de Ciência da Computação da UNIOESTE (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) fui apresentado – pelos veteranos – ao sistema do pinguim.

Debian

O Laboratório de Programação era dual boot (Win98 e Debian) e havia um detalhe: no Windows a Internet era bloqueada pelo admin, mas no Linux o pessoal descobriu uma forma de burlar o bloqueio e acessar a Internet. Acontece que toda vez que eu ia ao outro laboratório de acesso à Internet (que tinha só Win98) esse se encontrava lotado, então o jeito era voltar ao Laboratório de Programação,  acessar o Linux e abrir o Netscape… tive um bom incentivo para aprender a utilizar o Linux 😉

O Debian rodava em um “poderoso” Pentium 133 MHz. Gostei da console, me senti à vontade pois meu primeiro aprendizado de informática foi o MS-DOS. Lembro ter achado o máximo aprender a dar telnet em outro servidor e executar o ELM para ler meu e-mail. Alguém chegou a utilizar o ELM? ainda existe?

O ambiente gráfico era o Icewm, achei-o diferente do Janelas, tosco, feio mas usável. O browser era o Netscape, que na época arrasava a concorrência. Meus próximos passos foram:

  • Conhecer, estudar e admirar a filosofia do Software Livre;
  • Instalar o Debian no meu primeiro computador, um 486 DX4 100 MHz (computadores eram muito caros naquela época).

Aquele possante 486 tinha até memória RAM ECC. Deixei o sistema com dual boot pois necessitava executar o IDE da Borland (Turbo Pascal) no Win95 para desenvolver os programas que eram passados pelo mestre Jorge Habib. O Win95/98 era um verdadeiro fenômeno desastre de instabilidade, falta de segurança e má utilização dos recursos da máquina. Neste cenário achei o Debian e seu APT a sétima maravilha da computação.

A seguir um resumo do cenário existente nos idos de 1998:

  • Netscape anuncia que vai liberar o código fonte do seu navegador sob uma licença livre.
  • O Termo “Open Source” é criado nos EUA. Começa um maior esforço para promover o Linux para uso corporativo.
  • Informix e Oracle anunciam suporte ao Linux (Red Hat).
  • Surge o Google, que é baseado em Linux. Nessa época eu era fã do AltaVista.
  • IBM anuncia que distribuirá/suportará o Apache após um acordo com o time do Apache.
  • “Como muitos outros produtos gratuitos você consegue uma legião de seguidores, mesmo que essa legião seja pequena. Eu nunca ouvi qualquer cliente nosso mencionar algo sobre Linux” — Bill Gates, PC Week, 25 de junho de 1998.
  • “… esse sistema operacional não será utilizado largamente em aplicações comercias pelos próximos três anos, nem mesmo será suportado por desenvolvedores de aplicações” — Gartner Group informa que há poucas esperanças para o Software Livre.
  • Grande polêmica: memorando confidencial da Microsoft sobre a estratégia contra Linux e o Open Source vaza e chega às mãos de Eric Raymond que adiciona seus comentários e libera para a imprensa no fim de semana do Halloween. Por causa da repercussão a Microsoft é forçada a reconhecer a autenticidade do infame Documento do Halloween. Essa é a primeira vez que se ouve da própria Microsoft que o Linux representa grande competição.
  • Relatório do IDC diz que a adoção do Linux cresceu mais de 200% em 1998, e que seu market share cresceu mais do que 150%. Linux atinge 17% de market share e cresce a taxas não acompanhadas por nenhum outro sistema no mercado.

Nos idos de 1998/1999 assisti na universidade uma palestra ministrada pelo Sandro Nunes Henrique (fundador da Conectiva) e pensei: “Linux vai dar dinheiro, vou investir nele e trabalharei com Software Livre depois que terminar a graduação“.

A partir desta época passei a utilizar o Linux para programar e fazer os trabalhos da faculdade e também fui integrante do Grupo de Pesquisa em Redes de Computadores coordenado pelo prof. Antonio Marcos Hachisuca (Shiro).

Lembro que fiz um upgrade no meu PC e resolvi instalar o KDE no Debian. Na época era complicado fazer o KDE funcionar pois os desenvolvedores não facilitavam esta tarefa devido a uma briga que existia com o KDE: a biblioteca QT possuia licença considerada problemática pelo pessoal do Debian. Depois de algumas horas ver o KDE funcionando foi emocionante.

A partir de 2002 comecei a estudar o Linux mais seriamente. Foi através do Linux que realmente entendi o funcionamento de um sistema operacional; me aventurei a compilar o kernel, estudei Apache, syslog, Samba e em 2003 fiz meu primeiro firewall Iptables.

Em 2004, trabalhando no ITAI, participei na implantação do Projeto Software Livre da Itaipu Binacional. Uma das atividades foi montar uma solução de servidor LTSP e thin clients para os Telecentros que foram implantados no Brasil e no Paraguai. Também criamos uma distribuição Linux (live cd baseado no Knoppix).

Neste período estudei e implantei na Itaipu Binacional as ferramentas de monitoramento Cacti e Nagios e coordenei o desenvolvimento de um portal de Gerenciamento de Redes baseado na intregração de ferramentas de Software Livre. Esta foi uma fase de grande aprendizado e diversão junto com os colegas Carlos Eduardo Santiviago (sempre disposto a compartilhar seu conhecimento), Jackson Gobbo, Marcos Dellazari, Jaime Nelson Nascimento, Marcos Siríaco Martins e tantos outros.

Desta época também recordo das Installfest que realizamos, da criação da estrutura computacional do PTI (Parque Tecnológico Itaipu), da aprovação na Certificação LPIC-1 (Administrador Linux nível 1), do PSL Trinacional e do surgimento da primeira edição do evento Latinoware.

Em 2005 fui sócio fundador da Prognus Software Livre, empresa criada para suporte e desenvolvimento de soluções em Software Livre.

Em meados de 2006 deixei a Prognus e passei a integrar a Fundação Parque Tecnológico Itaipu, onde até hoje sou responsável pela administração da infra-estrutura de TIC do PTI (Parque Tecnológico Itaipu). No PTI temos:

  • 23 servidores com Debian GNU/Linux e 03 servidores com Suse Enterprise.
  • Cerca de 100 estações de trabalho com Ubuntu Linux (este número aumentará pois estamos em processo de migração).

Considero que desde 1998 o Linux passou por uma evolução fenomenal em qualidade, robustez e também em facilidade de uso. Hoje o Linux adentrou as portas das grandes corporações e grande parte dos negócios mais inovadores rodam em plataforma livre. Iniciativas como o Ubuntu contribuiram para levar o Linux a um número muito maior de usuários finais.

Resumidamente esta tem sido minha trajetória no mundo do Software Livre. Fique a vontade para comentar e também para compartilhar suas experiências relacionadas ao simpático sistema do pinguim 🙂

Vida longa ao Software Livre! Vida longa ao Linux!

Latinoware 2008

Nos dias 30, 31 de Outubro e 1 de novembro, Foz do Iguaçu será a sede da V Conferência Latino-Americana de Software Livre – Latinoware 2008.

O encontro será no Parque Tecnológico Itaipu (PTI), localizado dentro da Usina de Itaipu.

Com o objetivo de discutir e refletir sobre a utilização do Software Livre na América Latina, a Latinoware 2008 é um evento inovador que abre espaço para temas relacionados à tecnologia da informação e comunicação, com base em software livre. Além de especialistas e representantes de países de toda a América Latina, a conferência também contará com a participação de diversos órgãos públicos e privados para a apresentação de soluções em Software Livre.

Você é nosso convidado!!

Bem vindo!

Neste site apresentarei minhas experiências no mundo do Software Livre, artigos sobre ferramentas que utilizo e opiniões sobre Internet e tecnologia.

Este é o primeiro post de muitos que virão 🙂

Fique a vontade para comentar, contribuir, discordar…

Seja bem vindo!