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	<title>Blog do Silvio Mendes &#187; Linux</title>
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	<description>Tecnologia, Software Livre, Internet, Idéias...</description>
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		<title>Software Livre para construção de Redes Sociais</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 00:47:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[GNU/Linux]]></category>

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		<description><![CDATA[Orkut e Facebook tornaram-se verdadeiros fenômenos de audiência na Internet. Que tal embarcar nesta onda e criar sua própria rede social? Usando ferramentas open source é possível construir uma rede social completa e customizada para sua empresa, organização ou grupo de amigos. No PTI (Parque Tecnológico Itaipu) estamos iniciando um projeto piloto utilizando o Elgg, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Orkut</em> e <em>Facebook</em> tornaram-se verdadeiros fenômenos de audiência na Internet. Que tal embarcar nesta onda e criar sua própria rede social?</p>
<p>Usando ferramentas <em>open source</em> é possível construir uma <strong>rede social</strong> completa e customizada para sua empresa, organização ou grupo de amigos.</p>
<p>No <em><strong><a title="PTI" href="http://www.pti.org.br" target="_blank">PTI</a> (Parque Tecnológico Itaipu</strong></em>) estamos iniciando um projeto piloto utilizando o <a title="Elgg" href="http://www.elgg.org/" target="_blank"><em><strong>Elgg</strong></em></a>, uma plataforma para redes sociais licenciada pela <em>GPL</em> e projetada para rodar em ambiente LAMP (<em>Linux, Apache, MySQL e PHP</em>).</p>
<p>O <a title="Elgg" href="http://www.elgg.org/" target="_blank"><em><strong>Elgg</strong></em></a> é um software bastante amigável, permite criar perfis, adicionar amigos, criar comunidades, blogs, compartilhar arquivos e muito mais. O usuário pode configurar as permissões de cada item publicado definindo se estará disponível para a Internet ou restrito aos usuários internos já autenticados.</p>
<p>A versão 1.2 do Elgg ainda não possui tradução para o Português, mas a penúltima versão está localizada para o idioma Português.</p>
<p>Além do Elgg, existem diversas opções de ferramentas livres com recursos similares:</p>
<ul>
<li><a title="PHPizabi" href="http://www.phpizabi.net" target="_blank">PHPizabi</a>: uma poderosa plataforma para redes sociais.</li>
<li><a title="BuddyPress" href="http://buddypress.org" target="_blank">BuddyPress</a>: transforma o WordPress MU numa plataforma de rede social.</li>
<li><a title="Dolphin" href="http://www.boonex.com/products/dolphin/" target="_blank">Dolphin Smart Community Builder</a>.</li>
</ul>
<p>O Elgg está sendo bastante utilizado na educação pois possui características que o tornam adequado para e-learning, incluindo grupos, comunidades e blogs que podem ser usados pelas turmas on-line. No Brasil a <em><strong>USP</strong></em> é um bom exemplo, utilizou o Elgg integrado ao MediaWiki para criar o ambiente <em><strong><a title="Stoa" href="http://stoa.usp.br/" target="_blank">STOA</a></strong></em>.</p>
<p>No <em><strong>PTI</strong></em> nosso objetivo é utilizar o Elgg para criar um espaço de interação entre os membros da comunidade PTI, onde as pessoas possam se comunicar, debater, compartilhar informações e publicar suas idéias.</p>
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		<title>Tanenbaum diz que computadores deveriam funcionar sem parar</title>
		<link>http://www.silvio.me/tanenbaum-computadores-deveriam-ser-mais-confiaveis/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 10:44:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[GNU/Linux]]></category>

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		<description><![CDATA[A briga entre o criador do Minix Andrew S. Tanenbaum e Linus Torvalds é lendária. Antes do Linux havia o Minix. Torvalds criou sua primeira versão do Linux em 1991 inspirado no sistema do professor Tanenbaum. Agora Tanenbaum escreveu um editorial para a Linux Magazine, sua opinião não mudou ao longo dos anos: o Linux [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A briga entre o criador do Minix <strong>Andrew S. Tanenbaum</strong> e <strong>Linus Torvalds</strong> é lendária.</p>
<div id="attachment_527" class="wp-caption alignleft" style="width: 98px"><img class="size-full wp-image-527" title="Andrew S. Tanenbaum" src="http://www.silvio.me/wp-content/uploads/2008/12/tanenbaum_medium.jpg" alt="Prof. Andrew S. Tanenbaum (Fonte: Linux Maganize)" width="88" height="118" /><p class="wp-caption-text">Prof. Andrew S. Tanenbaum </p></div>
<p>Antes do Linux havia o Minix. Torvalds criou sua primeira versão do Linux em 1991 inspirado no sistema do professor Tanenbaum. Agora Tanenbaum escreveu um editorial para a Linux Magazine, sua opinião não mudou ao longo dos anos: <em><strong>o Linux (e o Windows) “não são confiáveis”</strong></em>.</p>
<p>Tanenbaum considera que a solução para os travamentos e indisponibilidade dos computadores é retirar código do kernel, no qual o dano pode ser máximo, e colocá-lo em processos no espaço do usuário, onde os bugs não conseguem causar falhas de sistema.</p>
<p>Ele fala do <a title="Minix3" href="http://www.minix3.org/" target="_blank">Minix3</a> que tem aproximadamente 5.000 linhas de código no kernel, acredita que sistemas baseados em <strong><em>microkernels</em></strong> podem levar a sistemas mais disponíveis, mas reconhece que essa abordagem apresenta a desvantagem de redução de desempenho.</p>
<p>Leitura interessante, veja o artigo completo no site da Linux Magazine:</p>
<p><a title="Tanembaum SO deviam ser mais confiaveis" href="http://linuxmagazine.uol.com.br/materia/tanenbaum_por_que_os_computadores_nao_funcionam_sem_parar" target="_blank">http://linuxmagazine.uol.com.br/materia/tanenbaum_por_que_os_computadores_nao_funcionam_sem_parar</a></p>
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		<title>Localizando arquivos ocultos (iniciados por ponto)</title>
		<link>http://www.silvio.me/localizando-arquivos-ocultos-iniciados-por-ponto/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 01:26:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[GNU/Linux]]></category>

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		<description><![CDATA[No Linux, para listar apenas os arquivos de configuração do diretório atual podemos utilizar o comando find. O comando a seguir exibe (de forma não recursiva) qualquer arquivo regular iniciado por ponto: find . -maxdepth 1 -type f -name &#039;.*&#039; Caso queira mostrar os arquivos ocultos mais os diretórios ocultos: ls -d .*]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No Linux, para listar apenas os arquivos de configuração do diretório atual podemos utilizar o comando <em>find</em>. </p>
<p>O comando a seguir exibe (de forma não recursiva) qualquer arquivo regular iniciado por ponto:</p>
<p><code> <strong> find . -maxdepth 1 -type f -name &#039;.*&#039; </strong> </code></p>
<p>Caso queira mostrar os arquivos ocultos mais os diretórios ocultos:</p>
<p><code> <strong> ls -d .*  </strong> </code></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ubuntu popstar</title>
		<link>http://www.silvio.me/ubuntu-popstar/</link>
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		<pubDate>Tue, 11 Nov 2008 01:38:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[Ubuntu]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu nome é Ubuntu, meu sobrenome é Linux. Muitos me amam, muitos me odeiam&#8230; mas ouçam: eu sou pop, sou popstar Por que o Ubuntu é tão popular? Quais os motivos? A seguir compilei uma lista de fatores que podem ter contribuído para torná-lo este fenômeno de sucesso: Facilitar a vida das pessoas. É fato [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu nome é <strong>Ubuntu</strong>,<strong> </strong>meu sobrenome é <strong>Linux</strong>. Muitos me amam, muitos me odeiam&#8230; mas ouçam: eu sou <em>pop</em>, sou <em>popstar</em> <img src='http://www.silvio.me/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Por que o <a title="Ubuntu" href="http://www.ubuntu.com/" target="_blank">Ubuntu</a> é tão popular? Quais os motivos?<img class="alignright size-full wp-image-268" title="Ubuntu" src="http://www.silvio.me/wp-content/uploads/2008/11/tuxbuntu.gif" alt="" width="76" height="90" /></p>
<p>A seguir compilei uma lista de fatores que podem ter contribuído para torná-lo este fenômeno de sucesso:</p>
<ol>
<li><strong>Facilitar a vida das pessoas</strong>. É fato que a maioria dos seres humanos apenas desejam utilizar seus computadores e esperam que eles simplesmente funcionem sem grande esforço. Ubuntu foca na facilidade de uso, os usuários amam.</li>
<li>Ser filho do bom e velho <strong><a href="http://www.debian.org/" target="_blank">Debian GNU/Linux</a></strong> e ter nos seus genes o <strong>APT</strong>.</li>
<li>Distribuir CDs de graça via <a title="Ubuntu" href="https://shipit.ubuntu.com/" target="_blank">Shipit</a>.</li>
<li>Sua distro tem 5 CDs de instalação? Hummn&#8230; Que tal apenas um CD contendo um seleto grupo de pacotes que atenda as necessidades da maioria dos usuários?</li>
<li>Instalador amigável.</li>
<li>No <strong>marketing</strong>, fazendo algumas combinações inteligentes pode-se alcançar resultados interessantes. Escolha um nome que soa estranho, desconhecido, misterioso&#8230; crie um tema <span style="text-decoration: line-through;">cocô</span> marrom que vai na contramão do <em>blue/green/gray</em> dominantes; adicione um <a title="Ubuntu" href="http://www.ubuntu.com/" target="_blank">website</a> simples e funcional; adicione um rosto, um <span style="text-decoration: line-through;">garoto propaganda</span> porta-voz: <a title="Mark" href="http://www.markshuttleworth.com/" target="_blank">Mark Shuttleworth</a> &#8211; um cara rico, descolado, astronauta&#8230;</li>
<li>Os <strong>investimentos</strong> da Canonical e seu foco em promover a ampla adoção do Ubuntu.</li>
<li>Bons desenvolvedores (sim, muitos são pagos, recebem os seus caraminguás da Canonical)</li>
<li><strong>Comunidade</strong>: organizada, numerosa, ativa, apaixonada.</li>
<li>Boa detecção de hardware.</li>
<li>Enorme quantidade de pacotes nos repositórios.</li>
<li>Quantidade de idiomas suportados e qualidade das traduções. Obrigado voluntários!</li>
<li>O <a title="Launchpad" href="https://launchpad.net/" target="_blank"><strong>Launchpad</strong></a>. (o Mark <a title="Launchpad" href="http://arstechnica.com/news.ars/post/20081109-ubuntu-open-week-mark-shuttleworth-speaks.html" target="_blank">afirmou</a> que o código fonte do Launchpad será liberado no final de 2009)</li>
<li>Tem &#8220;Adicionar/Remover programas&#8221;.</li>
<li>Posso instalar o Ubuntu dentro do meu Windows?</li>
<li>Pré-instalado em PCs (Dell).</li>
<li>O processo para se tornar contribuidor/desenvolvedor é mais &#8220;<em>soft</em>&#8221; do que o de outras distros.</li>
<li><em>Releases</em> em datas pré-definidas (e os prazos normalmente são respeitados). Um <em>release</em> a cada 06 meses, que loucura.</li>
<li>Entregar versões atualizadas dos melhores aplicativos livres.</li>
<li>Abundante documentação, fóruns, tutoriais, dicas.</li>
<li>A plataforma tem suporte profissional da Canonical (18 meses para os releases normais e 36 meses para LTS).</li>
<li>Busca do equilíbrio entre <strong>ideologias</strong> versus o <strong>foco prático e objetivo de prover facilidades para o usuário</strong> (vide polêmicas nas decisões de inclusão de drivers não livres na distro e o jogo de cintura do Mark para tratar as brigas entre defensores do Gnome e KDE).</li>
<li>Tornou-se sinônimo de maturidade do Linux no desktop.</li>
<li>Blogueiros como eu e você falando sobre&#8230; Ubuntu.</li>
<li>Crie excitação. <em>Hype</em>&#8230; faça as pessoas aguardarem ansiosamente a próxima versão que trará um estonteante novo tema, que dará boot em 7,59 segundos, que resolverá todos os seus problemas&#8230; falando nisso, quando posso instalar a próxima versão alpha do Jaunty?  <img src='http://www.silvio.me/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </li>
</ol>
<p>E você? por quê usa Ubuntu? Por que não Fedora, OpenSuse, Debian, Mandriva, Slackware?</p>
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		</item>
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		<title>10 anos de Software Livre</title>
		<link>http://www.silvio.me/10-anos-de-linux/</link>
		<comments>http://www.silvio.me/10-anos-de-linux/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 28 Oct 2008 16:07:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>silvio</dc:creator>
				<category><![CDATA[Linux]]></category>
		<category><![CDATA[GNU/Linux]]></category>

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		<description><![CDATA[Dizem que recordar é viver&#8230; Em 2008 completou 10 anos desde que comecei a utilizar Linux. Farei um relato de minhas experiências com o Software Livre. Era 1998, mudança para Foz do Iguaçu-PR, calouro do curso de Ciência da Computação da UNIOESTE (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) fui apresentado &#8211; pelos veteranos &#8211; ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem que recordar é viver&#8230;</p>
<p>Em 2008 completou 10 anos desde que comecei a utilizar Linux. Farei um relato de minhas experiências com o Software Livre.</p>
<p>Era 1998, mudança para Foz do Iguaçu-PR, calouro do curso de Ciência da Computação da <a title="Unioeste" href="http://www.unioeste.br/" target="_blank"><em><strong>UNIOESTE</strong></em></a> (Universidade Estadual do Oeste do Paraná) fui apresentado &#8211; pelos veteranos &#8211; ao sistema do pinguim.</p>
<p><img class="size-medium wp-image-124 alignleft" title="Debian" src="http://www.silvio.me/wp-content/uploads/2008/10/debianopenlogo-1001.jpg" alt="Debian" width="100" height="123" /></p>
<p>O Laboratório de Programação era dual boot (Win98 e <em><strong>Debian) </strong></em>e havia um detalhe: no Windows a Internet era bloqueada pelo admin, mas no Linux o pessoal descobriu uma forma de burlar o bloqueio e acessar a Internet. Acontece que toda vez que eu ia ao outro laboratório de acesso à Internet (que tinha só Win98) esse se encontrava lotado, então o jeito era voltar ao Laboratório de Programação,  acessar o Linux e abrir o Netscape&#8230; tive um bom incentivo para aprender a utilizar o Linux <img src='http://www.silvio.me/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>O <em><strong>Debian</strong></em> rodava em um &#8220;poderoso&#8221; Pentium 133 MHz. Gostei da console, me senti à vontade pois meu primeiro aprendizado de informática foi o <em>MS-DOS</em>. Lembro ter achado o máximo aprender a dar telnet em outro servidor e executar o ELM para ler meu e-mail. Alguém chegou a utilizar o ELM? ainda existe?</p>
<p>O ambiente gráfico era o <a title="Icewm" href="http://www.icewm.org/" target="_blank"><em><strong>Icewm</strong></em></a>, achei-o diferente do Janelas, tosco, feio mas usável. O browser era o <em><strong>Netscape</strong></em>, que na época arrasava a concorrência. Meus próximos passos foram:</p>
<ul>
<li>Conhecer, estudar e admirar a filosofia do Software Livre;</li>
<li>Instalar o Debian no meu primeiro computador, um 486 DX4 100 MHz (computadores eram muito caros naquela época).</li>
</ul>
<p>Aquele possante 486 tinha até memória RAM ECC. Deixei o sistema com dual boot pois necessitava executar o IDE da Borland (<em>Turbo Pascal</em>) no Win95 para desenvolver os programas que eram passados pelo mestre Jorge Habib. O Win95/98 era um verdadeiro <span style="text-decoration: line-through;">fenômeno</span> desastre de instabilidade, falta de segurança e má utilização dos recursos da máquina. Neste cenário achei o Debian e seu APT a sétima maravilha da computação.</p>
<p>A seguir um resumo do cenário existente nos idos de 1998:</p>
<ul>
<li>Netscape anuncia que vai liberar o código fonte do seu navegador sob uma licença livre.</li>
<li>O Termo &#8220;<em>Open Source</em>&#8221; é criado nos EUA. Começa um maior esforço para promover o Linux para uso corporativo.</li>
<li>Informix e Oracle anunciam suporte ao Linux (Red Hat).</li>
<li>Surge o <a title="Google" href="http://www.google.com" target="_blank">Google</a>, que é baseado em Linux. Nessa época eu era fã do AltaVista.</li>
<li>IBM anuncia que distribuirá/suportará o Apache após um acordo com o time do Apache.</li>
<li>“Como muitos outros produtos gratuitos você consegue uma legião de seguidores, mesmo que essa legião seja pequena. Eu nunca ouvi qualquer cliente nosso mencionar algo sobre Linux” — Bill Gates, PC Week, 25 de junho de 1998.</li>
<li>“… esse sistema operacional não será utilizado largamente em aplicações comercias pelos próximos três anos, nem mesmo será suportado por desenvolvedores de aplicações” — Gartner Group informa que há poucas esperanças para o Software Livre.</li>
<li>Grande polêmica: memorando confidencial da Microsoft sobre a estratégia contra Linux e o Open Source vaza e chega às mãos de Eric Raymond que adiciona seus comentários e libera para a imprensa no fim de semana do Halloween. Por causa da repercussão a Microsoft é forçada a reconhecer a autenticidade do infame Documento do Halloween. Essa é a primeira vez que se ouve da própria Microsoft que o Linux representa grande competição.</li>
<li>Relatório do IDC diz que a adoção do Linux cresceu mais de 200% em 1998, e que seu <em>market share</em> cresceu mais do que 150%. Linux atinge 17% de <em>market share</em> e cresce a taxas não acompanhadas por nenhum outro sistema no mercado.</li>
</ul>
<p>Nos idos de 1998/1999 assisti na universidade uma palestra ministrada pelo Sandro Nunes Henrique (fundador da Conectiva) e pensei: &#8220;<em>Linux vai dar dinheiro, vou investir nele e trabalharei com Software Livre depois que terminar a graduação</em>&#8220;.</p>
<p>A partir desta época passei a utilizar o Linux para programar e fazer os trabalhos da faculdade e também fui integrante do <em>Grupo de Pesquisa em Redes de Computadores</em> coordenado pelo prof. Antonio Marcos Hachisuca (Shiro).</p>
<p>Lembro que fiz um upgrade no meu PC e resolvi instalar o <strong><em>KDE</em></strong> no Debian. Na época era complicado fazer o KDE funcionar pois os desenvolvedores não facilitavam esta tarefa devido a uma briga que existia com o <em>KDE</em>: a biblioteca <em>QT</em> possuia licença considerada problemática pelo pessoal do Debian. Depois de algumas horas ver o <em>KDE</em> funcionando foi emocionante.</p>
<p>A partir de 2002 comecei a estudar o Linux mais seriamente. Foi através do Linux que realmente entendi o funcionamento de um sistema operacional; me aventurei a compilar o <em>kernel</em>, estudei Apache, syslog, Samba e em 2003 fiz meu primeiro firewall <em>Iptables</em>.</p>
<p>Em 2004, trabalhando no <a title="ITAI" href="http://www.itai.org.br">ITAI</a>, participei na implantação do Projeto Software Livre da <a title="Itaipu" href="http://www.itaipu.gov.br" target="_blank">Itaipu Binacional</a>. Uma das atividades foi montar uma solução de servidor LTSP e <em>thin clients</em> para os Telecentros que foram implantados no Brasil e no Paraguai. Também criamos uma distribuição Linux (live cd baseado no Knoppix).</p>
<p>Neste período estudei e implantei na Itaipu Binacional as ferramentas de monitoramento <em>Cacti</em> e <em>Nagios</em> e coordenei o desenvolvimento de um portal de Gerenciamento de Redes baseado na intregração de ferramentas de Software Livre. Esta foi uma fase de grande aprendizado e diversão junto com os colegas <a title="softwarelivre.net" href="http://softwarelivre.net/" target="_blank">Carlos Eduardo Santiviago</a> (sempre disposto a compartilhar seu conhecimento), Jackson Gobbo, Marcos Dellazari, Jaime Nelson Nascimento, Marcos Siríaco Martins e tantos outros.</p>
<p>Desta época também recordo das <em>Installfest</em> que realizamos, da criação da estrutura computacional do <a title="PTI" href="http://www.pti.org.br" target="_blank">PTI</a> (Parque Tecnológico Itaipu), da aprovação na Certificação LPIC-1 (Administrador Linux nível 1), do <a title="PSL Trinacional" href="http://www.psl-trinacional.org/" target="_blank">PSL Trinacional</a> e do surgimento da primeira edição do evento <a title="Latinoware" href="http://www.latinoware.org" target="_blank">Latinoware</a>.</p>
<p>Em 2005 fui sócio fundador da <a title="Prognus" href="http://www.prognus.com.br">Prognus Software Livre</a>, empresa criada para suporte e desenvolvimento de soluções em Software Livre.</p>
<p>Em meados de 2006 deixei a Prognus e passei a integrar a Fundação Parque Tecnológico Itaipu, onde até hoje sou responsável pela administração da infra-estrutura de TIC do <a title="PTI" href="http://www.pti.org.br" target="_blank">PTI</a> (Parque Tecnológico Itaipu). No PTI temos:</p>
<ul>
<li>23 servidores com Debian GNU/Linux e 03 servidores com Suse Enterprise.</li>
<li>Cerca de 100 estações de trabalho com Ubuntu Linux (este número aumentará pois estamos em processo de migração).</li>
</ul>
<p><a href="http://www.silvio.me/wp-content/uploads/2008/10/tuxbuntu.gif"><img class="alignright size-full wp-image-125" title="Ubuntu" src="http://www.silvio.me/wp-content/uploads/2008/10/tuxbuntu.gif" alt="" width="76" height="90" /></a>Considero que desde 1998 o Linux passou por uma evolução fenomenal em qualidade, robustez e também em facilidade de uso. Hoje o Linux adentrou as portas das grandes corporações e grande parte dos negócios mais inovadores rodam em plataforma livre. Iniciativas como o Ubuntu contribuiram para levar o Linux a um número muito maior de usuários finais.</p>
<p>Resumidamente esta tem sido minha trajetória no mundo do Software Livre. Fique a vontade para comentar e também para compartilhar suas experiências relacionadas ao simpático sistema do pinguim <img src='http://www.silvio.me/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Vida longa ao Software Livre! Vida longa ao Linux!</p>
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